As penas: marca da cultura indígena e com parcimônia

As penas de aves sempre foram para os índios da América como o ouro foi (e é ainda) para todos nós: um simbolo de beleza. A diversidade de pássaros neste “Novo Mundo” (as Américas) fez com que os primeiros habitantes olhassem com admiração suas penas, das mais variadas cores e formas.Colar da coleção Alegria com uma pena de Pavão

Do contrário que muitas pessoas acreditam, a maioria das penas usadas no cotidiano indígena eram coletadas após caírem voluntariamente dos pássaros, em grande parte pelo processo de troca de plumagem. Para os ritos e cerimônias já a sua extração era mesmo por meio de sacrificar o animal.

A arte plumária indígena vai muito além de cocares! Adornos para o corpo, por exemplo, davam o toque de originalidade, de personalidade e, principalmente, identificavam os indivíduos de suas tribos pertencentes, além de mostrar a hierarquia em qual estava. Embora entendamos estes objetos em penas também como “arte”, para os indígenas eles são mais entendidos como de utilidade corriqueira e repletos de simbolismo.

Porém, cabe a nós que as usamos como enfeites ou até para grandes eventos sociais como o Carnaval, por exemplo, que não venham de sofrimento das aves. Que elas sim estejam bem valorizadas e que seu uso consciente seja primordial. Afinal, a melhor beleza é aquela que há equilíbrio e que não ofusca quem a usa e quem a propiciou.

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